O Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) de Vilhena realizou nesta segunda-feira, 06, a primeira Audiência Pública da autarquia, atendendo a Lei Federal 11.445/2007. Durante a reunião, ocorrida no auditório da Semed, foi apresentado um balanço do desenvolvimento do fornecimento de água no município e o pedido de reajuste na tarifa.

Participaram da reunião o Diretor do SAAE, Josafá Lopes Bezerra, os secretário municipais de Educação, José Carlos Arrigo, e de Comunicação, Luis Serafim, os vereadores Célio Batista, Marta Moreira, José Garcia, Valdete Savaris e Maria José, além dos funcionários da autarquia e população em geral.

Nos últimos quatro anos, a autarquia investiu em tratamento de água, novo laboratório de análises, informatização do sistema, expansão de rede e novas bombas. Hoje, o município conta com 60 km de rede na área rural, a maior marca em todo o Estado. Além disso, o número de poços artesianos subiu, de 24 em 2007 para 34 neste ano.

O geólogo da empresa que realiza o monitoramento de água subterrânea em Rondônia, CPRM Serviço Geológico do Brasil, Cláudio Cajazerias, explicou que a água em Vilhena é toda retirada do aquífero Parecis, através de poços artesianos, e que a qualidade da água servida no município está entre as melhores do país. “É pouco mineralizada, ou seja tem poucos sais, e por isso mesmo, se for não for bem protegido, o aquífero poderá se poluir”, alertou.

Josafá afirmou que Vilhena possui hoje 24.569 ligações de água, sendo que 22.762 destas estão ativas. A produção média de água por hora é de 3.200.000 I/H. A recomendação da ONU diz que o consumo de 200 litros/dia por uma pessoa é considerado luxo. “Se observarmos esse padrão, o vilhenense consome água por três pessoas e meia”, destacou o diretor da autarquia.

Durante a audiência também foi apresentada uma tabela de reajuste na tarifa hoje cobrada pelo fornecimento de água. Para justificar, Josafá mostrou que o último ajuste no preço foi feito em 22 de março de 2007, com o aumento de 25%. “De 2007 para cá a energia elétrica subiu 39,42%, o aumento no salário mínimo foi de 93,72% e as despesas do SAAE aumentaram em 49%, sem contar a inadimplência que já teve pico de 67%”, informou.

A proposta é de um ajuste de R$ 0,22 para quem tem consumo entre 0 e 10 metros cúbicos. Hoje o contribuinte paga R$ 1,10 por metro cúbido e vai passar a pagar R$ 1,32. O reajuste vai ser de acordo com o consumo. “Nossa meta é estimular a economia, quanto menos se gasta, menos se paga”, garantiu o diretor. O SAAE também está propondo a criação da tarifa social, onde as famílias consideradas de baixa renda passarão a pagar menos pelo consumo de água.

Fonte: Semcom