A iniciativa contou com envolvimento dos pais no cultivo de hortaliças ao longo de 45 dias

A Feira da Saúde aconteceu na última semana na escola municipal Senador Ronaldo Aragão. Aberta ao público em dois turnos com alcance de aproximadamente 300 alunos de 1º ao 5º ano, o evento contou com o envolvimento de 80% da comunidade escolar da unidade.

 

O projeto de horta orgânica na escola, realizado em parceria com Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), começa uma nova fase. A iniciativa passou a ser junto com as famílias. “Há um tempo que a escola tem investido nesse projeto, e tem dado super certo. Não só a escola, mas também os pais estão de parabéns ao aderirem e acreditarem nessa iniciativa”, parabenizou o professor Clésio Costa, secretário de Educação.

 

Alunos com idade entre 6 e 12 anos levaram para casa mudas de hortaliças para cultivo e observação, fizeram relatórios diários durante 45 dias. A escola direcionou para cada turma o cultivo de uma espécie, entre elas: rúcula, almeirão, acelga, cenoura, alface, couve e cheiro verde.

 

Na feira os alunos visitaram as demais turmas em uma exposição que apresentou pesquisas sobre os benefícios de uma alimentação saudável livre de agrotóxicos, compartilhando o que aprenderam. A interação entre pais e filhos durante o evento fortaleceu a participação familiar na escola. Os pequenos explicavam assuntos sobre preparo da terra, cuidados para germinação da espécie cultivada e benefícios e nutrientes das plantas.

 

Os experimentos foram trazidos pelos alunos de casa, compartilhando também receitas e degustação na escola. “Os alunos trouxeram tortas de banana, diferentes sucos, muitas coisas, a mesa ficou cheia”, contou dona Clemência de Brito, que há mais de 30 anos está como merendeira escolar e revelou que ter uma horta na escola também tem feito toda a diferença no preparo diário das refeições, na escola.

 

Participaram do projeto 14 turmas que trabalharam fazendo observação do crescimento das hortaliças e realizando experiências, receitas, junto com a família. “Eles aprendem a comer frutas e legumes já na escola, o que facilita bastante a aceitação desse alimento em casa, porque eles veem os coleguinhas comendo”, disse Ester Jardim, mãe da dedicada aluna Emanuelly, do 2º ano D, participante animada da feira.

 

Semcom