Cinco quilômetros da rede de esgoto já foram feitos em dois bairros da cidade

 

A obra da 1ª etapa da implantação da rede de esgoto de Vilhena, uma das mais esperadas do município de Vilhena, já tem cinco quilômetros de linhas abertas nos bairros Parque Cidade Jardim e Moisés de Freitas. Iniciada em julho com análise topográfica a obra entrou na fase de instalação da rede já no início de outubro com supervisão do Saae (Serviço Autônomo de Água e Esgoto). A obra é também fiscalizada pela Csaneo enquanto a execução está a cargo da APJ-CIMA.

Com quatro meses de intenso trabalho e com três frentes de trabalho, os responsáveis pela obra explicam que o serviço vai além da abertura de dutos no solo. Uma das frentes de trabalho é formada por equipes do Projeto Técnico Socioambiental, que vão de casa em casa para orientar os moradores sobre o trabalho que vai ser executado com instalações de caixas de inspeção dentro dos terrenos e redes de esgoto nas áreas das calçadas das casas. A visita serve também para tirar todas as dúvidas dos moradores em relação à obra.

“A segunda frente de trabalho é composta pela equipe que abre os canais onde passará a rede de esgoto, enquanto a terceira equipe completa o trabalho fechando e restaurando as calçadas abertas, além de instalar em cada esquina “poços de visita”, que é por onde se fará o acesso à rede após sua conclusão para eventual manutenção, limpeza, reparos ou ampliação”, conta Maciel Wobeto, diretor do Saae.

A obra iniciou no bairro Moisés de Freitas, pois a estação de tratamento para onde os efluentes irão será construída próxima à Linha 135. Agora ela continua em atividade no bairro Parque Cidade Jardim.

De acordo com a diretora de projetos e planejamento do Saae, Sueli Magalhães, nesta primeira etapa, que deve estar concluída dentro de dois anos, o município sairá de zero para uma cobertura de 40% de rede de esgoto, o que elevará o nível de saneamento básico, além de preservação do aquífero Parecis.

A ESTAÇÃO – Depois de concluída, a estação de tratamento da rede de esgoto de Vilhena terá reatores anaeróbicos compartimentados que vão degradar a matéria orgânica através do metabolismo de microrganismos, eliminando as impurezas. No local funcionará ainda uma lagoa de maturação, onde vai ocorrer a purificação do líquido para, então o processo chegar à escadaria de dispensação, que melhora a oxigenação dos líquidos. O resultado é uma água pura que pode ser devolvida à natureza normalmente.

Avaliada em R$ 41 milhões com recursos oriundos do Ministério de Desenvolvimento Regional, Caixa Econômica Federal e Saae, esta primeira etapa da obra contará ainda com quatro estações elevatórias. Tudo poderá funcionar até mesmo sem energia, já que o complexo vai contar com grupos geradores.