Compostagem gera excelentes adubos orgânicos e reduzem total de resíduos descartados na natureza

 

Aproveitar os espaços do quintal para cultivar uma horta orgânica já faz parte da vida de muitos vilhenenses, porém, com o isolamento social boa parte dos “agricultores urbanos” viram nessa atividade uma terapia. A equipe do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) promove a Educação Ambiental na cidade e revela que a compostagem orgânica permite economizar com adubo e insumos para o plantio, além de contribuir para reduzir a quantidade de resíduos destinados ao aterro sanitário.

De acordo com a diretora adjunta do Saae, Sueli Magalhães, o primeiro passo é preparar o local onde será feita a compostagem. “Para quem for fazer direto no chão, a orientação é fazer um buraco raso para jogar os produtos dentro e, depois, jogar terra por cima para acelerar a decomposição e evitar insetos. Lembrando que, mesmo quem faz em pneus, baldes ou tijolos sempre deve jogar terra por cima”, explicou.

Um dos materiais compostáveis que podem ser utilizados é pó de café, inclusive o filtro descartável, a erva de chimarrão, cascas de frutas e legumes, bem como folhagens, galhos e cascas de ovos. Sueli lembra que o produto da compostagem serve como excelente adubo orgânico e pode ser utilizado para o cultivo de plantas ou fortalecimento de árvores, como limão, manga e outras árvores frutíferas.

A equipe técnica explicou que, em média, o processo de decomposição leva 15 dias para estar completo. “Esse processo é muito eficiente e viável na diminuição dos resíduos urbanos, retribuindo à natureza de forma sustentável o que ela fornece à sociedade, além de ajudar na economia doméstica, reduzindo os gastos com adubos e insumos da horta caseira, que, por sua vez, oferece alimentos baratos para a mesa. A economia gerada com a compostagem não é apenas com o valor em dinheiro, mas com a questão ambiental também”, concluiu.

 

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